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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Reflexão -A carne nossa de cada dia: uma questão de saúde pública


Estamos no tempo oportuno para refletirmos a nossa vida! A quaresma para católicos - a igreja aconselha a abstinência de carne vermelha como gesto de conversão. 
“Nestes dias do Tríduo Sagrado, não nos limitemos a celebrar a Paixão do Senhor, mas entremos no mistério, façamos nossos os Seus sentimentos e as Suas atitudes. Assim, a nossa Páscoa será feliz” (Papa Francisco).

Reflexão
Diante deste fato, aproveito pra refletirmos sobre o consumo da carne em nosso Município.
Com um dos maiores rebanhos bovinos do estado com qualidade inquestionável, qual a carne nossa consumida no dia dia?

Vivemos em todo o país uma situação muito grave quanto às condições de abate de animais e processamento de carne bovina, principalmente quando esse produto se destina ao consumo no mercado interno.

Essa situação de carência de frigoríficos traz grandes prejuízos para o produtor rural, sobretudo para o pecuarista familiar, que trabalha com pequenos rebanhos.
(Não temos frigorífico em funcionamento em Novo Progresso)........
Mas essas condições precárias de abate e processamento de carne bovina para o mercado interno são, fundamentalmente, uma questão de saúde pública, pois coloca em risco a vida das pessoas ao consumirem alimentos processados em ambientes e práticas inadequadas.
Estamos nas mãos dos agentes públicos!
Aonde é abatido, conservado e como é transportada nossa carne?
 
Não temos como questionar dos produtores, sabedor do nosso rebanho é de excelente qualidade.
Fiscalização
Cabe a Secretaria de Agricultura do Município montar uma equipe com  técnicos e gestores públicos com o objetivo de sinalizar caminhos para superar essa situação desafiadora, com estruturas adequadas de abate e processamento que garantam segurança alimentar aos consumidores e mercado para os produtores rurais.

A carne nossa de cada dia. Ou o resto podre das grandes corporações e dos nossos políticos.
“Um escândalo nunca antes visto na história deste país”. Sim, o que a operação "Carne Fraca" da Polícia Federal expôs ao brasileiro neste ano, nos envergonha além do limite das nossas fronteiras. Nos envergonha pelo mundo todo. Carne podre nas nossas mesas, com toda sinceridade d'alma, já imaginávamos a muito tempo. O que não sabíamos é que o lixo que comemos diariamente também estava sendo servido, como produto de primeira linha, ao redor deste planeta tão globalizado.

A culpa não foi somente  de Presidentes, Ministros, Senadores, Deputados, Governadores, Prefeitos e Vereadores, espalhados por este Brasil de Deus, descobrimos dia após dia que também muitos funcionários públicos, aqueles que pagamos com nossos impostos, colocam interesses pessoais à frente da "coisa pública" e desandam a promover absurdos como estes de hoje, onde carne podre e com produtos cancerígenos para esconder o cheiro e o gosto, passam a ser rotina que impulsiona mutretas que enchem o bolso de uns e acaba com a saúde (e a vida) de outros.
A verdade que em Novo Progresso a coisa não deve ser muito diferente, e a duvida sobre a qualidade da carne consumida existe e vai ficar ai para todos fazerem o analise e refletir o momento é oportuno.

QUARESMA

Atualmente a Igreja Católica evita as palavras obrigação e proibição. Ela apenas aconselha a abstinência de carne vermelha como gesto de conversão. O jejum é uma tradição que surgiu na Idade Antiga e se consolidou na Idade Média, época em que pessoas humildes raramente provavam carne. Na época, o povo vivia em terras alheias e a carne vermelha era consumida só em banquetes, nas cortes e nas residências dos nobres. Ela tornou-se, então, símbolo da gula, associado ao pecado. Dessa forma, a Igreja orientava os fiéis a comerem carne à vontade antes da quaresma - o que deu origem aos banquetes chamados "carnevale" e ao nosso carnaval - e depois se absterem de carne, durante os 40 dias que antecediam a Páscoa. O peixe não chegou a entrar na lista da abstinência porque sua presença era irrelevante nos banquetes medievais.

Com o passar dos séculos, a carne deixou de estar presente somente nos banquetes e perdeu seu caráter simbólico de pecado. A orientação atual é que os católicos que desejarem se abstenham na Quarta-Feira de Cinzas, nas sextas-feiras da Quaresma e na Sexta-Feira Santa. Pessoas enfermas, idosas e crianças são isentas dessa orientação.

Feliz Páscoa!!