Seguidores

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Detetives matemáticos investigam fraudes na loteria

(Um apostador preenche um bilhete da Mega-Sena.fOTO Rafael Neddermeyer)
A noticia foi divulgada pelo Jornal "EL PAÍS"  por Ágata A. Timón  a um dia atrás - Eles comparam o caso do Deputado Brasileiro João Alves, que em 1993 justificou seu acelerado enriquecimento alegando ter ganhado 221 vezes na loteria.

Embora todo mundo acabe jogando, no fundo sabemos que é muito pouco provável ganhar na loteria. No sorteio especial de Natal da Espanha, por exemplo, a chance de ganhar comprando apenas um bilhete é de apenas 1 em 100.000 (já na Mega-Sena, a principal loteria brasileira, a chance de ganhar o prêmio principal com uma única aposta é de 1 em 50 milhões). Como explicava o matemático Florin Diacu, da Universidade de Victoria (Canadá), em um artigo no EL PAÍS, é muito mais provável ser atropelado por um carro. Comprando mais bilhetes, as possibilidades de ganhar obviamente crescem, mas esse aumento da probabilidade de ser sorteado é mais lento que o investimento necessário.
Ou seja, é muito caro comprar a sorte.
Mais raro ainda é ganhar duas vezes na loteria. Casos como o do falecido ex-deputado federal baiano João Alves, que em 1993 justificou seu acelerado enriquecimento alegando ter ganhado 221 vezes na loteria, são pouco prováveis. Para ser premiado tantas vezes, é preciso jogar muito — mas muito, muito mesmo. Em 2014, um grupo de estatísticos e probabilistas norte-americanos, junto com um jornalista investigativo, determinou uma cota mínima do gasto do jogador usando técnicas matemáticas da chamada pesquisa operacional, com o objetivo de identificar fraudes no jogo. Distinguiram dois tipos de sorte: a “plausível” e a “implausível”. Continue lendo AQUI

Leia Também:

Estranhas coincidências

Valeria a pena verificar uma singularidade: como Brasília, de 2,5 milhões de habitantes, concentra um altíssimo número de acertadores nas loterias federais?