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terça-feira, 18 de agosto de 2015

"Caiu a Ficha"

Após jantar, deputados avaliam que ‘caiu a ficha’ de Dilma sobre a gravidade da crise
A presidente Dilma Roussef se reúne com o vice-líderes do governo na Câmara dos Deputados, no Palácio da Alvorada. - Jorge William/O Globo

Presidente recebeu aliados ontem e apelou para que rejeitem as ‘pautas-bomba’, que aumentam os gastos públicos
BRASÍLIA - Deputados aliados que participaram do jantar na noite de segunda-feira com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, saíram com a impressão de que “caiu a ficha” de Dilma sobre a gravidade da crise política, e que a presidente resolveu enfrentar uma de suas principais limitações, na opinião deles, que é fazer política.

Os participantes do encontro acharam Dilma mais à vontade e, ao contrário do último jantar com líderes da Câmara, a presidente ouviu os presentes. Da outra vez, no último dia 3, só ela falou e a reunião foi considerada “fria” na ocasião.

— Ela mudou de atitude, está de fato aberta ao diálogo. Parece ter entendido a gravidade do momento — afirmou um dos deputados presentes no Palácio da Alvorada.
Ao ouvir elogios de Dilma ao Senado, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) argumentou, segundo participantes do jantar, que a atitude dos senadores é importante, mas que o governo tem que ter “muitas pontes” na Câmara.
— Sou a favor de todas as pontes — respondeu Dilma, segundo relatos.
Lideranças aliadas na Câmara e emissários do governo já tentaram, sem sucesso, recompor a relação com o presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), mas ele estaria irredutível.
Cunha insiste na chamada “pauta-bomba” e se recusa a discutir a Agenda Brasil, um pacote anticrise proposto pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Segundo integrantes da base aliada, o presidente da Câmara não quer ficar em segundo plano em relação a Renan. E diz que qualquer proposta tem que ser analisada pelo colégio de líderes, do qual faz parte a oposição.

O Globo