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terça-feira, 23 de junho de 2015

Vereadores Coruptos de Paurapebas no Fantastico

A morte política de Parauapebas no Pará

 

Ontem (21/06/2015) o programa Fantástico da Rede Globo, decretou a morte política de Parauapebas ao exibir reportagem sobre a corrupção que ocorre no município. Em poucos minutos o Brasil (para quem ainda não havia ouvido falar das denúncias) descobriu o que ocorre na “Capital do Minério”, especificamente entre os seus poderes: Executivo e Legislativo.
A equipe da competente repórter Cristina Serra, esteve na cidade no dia 16, “visitando” as sedes da prefeitura e Câmara de Vereadores, causando muito falatório no município. Todos esperavam o que a edição do programa iria mostrar. E mostrou o que acontece com o mal uso do dinheiro público. A matéria focou nas denúncias de corrupção entre alguns vereadores no pagamento de serviços ao legislativo e as condições precárias da educação municipal, com escolas caindo aos pedaços e ônibus escolares superlotados e a falta de saneamento básico na cidade. O Fantástico deu um tiro no pé do prefeito Valmir Mariano (PSD), pois um dos maiores “carros-chefes” de sua gestão é justamente a área educacional.

O Brasil conheceu em parte, o que anda acontecendo em uma das cidades mais ricas do Brasil quando se compara arrecadação. Não é preciso uma equipe de televisão (independentemente de sua abrangência em território nacional) para sabermos que em Parauapebas o recurso público é mal utilizado. Basta apenas andar rapidamente pela cidade que se comprova que falta ações básicas, que em cidades menores, que arrecadam muito menos, podemos encontrar.

Sem dúvida o programa Fantástico, decretou a morte política de Parauapebas, que já agonizava em sua triste e preocupante crise institucional. Os poderes executivo e legislativo foram desmoralizados. A Câmara Municipal que tem a função institucional de propor leis e fiscalizar o Executivo, fará como agora? Com qual moral? Depois de ter dois vereadores presos, o ex-presidente da casa, vereador Josineto Feitosa (SD), sendo o centro das acusações, a única sessão semanal, servindo apenas para o cumprimento regimental.

E o Executivo mergulhado em um “mar” de denúncias de desvios de recursos. Como conseguirá se manter em sua principal função: administrar a cidade, sabendo que está sendo investigado pelo Ministério Público Estadual, em Belém, com graves provas que confirmam as denúncias? A qualquer momento a Justiça poderá destituir do cargo o prefeito Valmir, a situação agravaria mais ainda a crise política em Parauapebas.

Com a prefeitura e Câmara de Vereadores desacreditados, sem condições morais e institucionais de se manterem em suas funções, a morte política de Parauapebas está decretada. O ano de 2015 acabou ou poderia – para o bem da cidade – acabar. Pelo visto, a “Maldição dos recursos naturais” deixou de ser uma teoria restritamente econômica e passou a ser, pelo menos, no caso de Parauapebas, uma teoria sócio-político. Triste fim.

Retirado doBlog do BRANCO