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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

PT quer que aliados comecem a reajir aos ataques

Vaccari
Em Minas, Lula defende Vaccari e pede ao PT que reaja a denúncias

Ex-presidente participou nesta quinta de reunião da executiva petista.
Tesoureiro da sigla prestou depoimento à PF após denúncias da Lava Jato.

O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira (6), durante reunião da executiva nacional do PT, o tesoureiro petista João Vaccari Neto, investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Lava Jato.
No encontro partidário realizado em Belo Horizonte, Lula também incitou os dirigentes do PT a reagirem a eventuais "ataques" contra a sigla gerados em razão dos desdobramentos da investigação do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, informaram ao G1 deputados federais petistas.
 
Nesta quinta (5), Vaccari foi conduzido coercitivamente pela Polícia Federal para prestar depoimento em São Paulo. O tesoureiro do PT foi citado pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco como operador de propina paga por fornecedores da estatal do petróleo.
 
Sob a condição de anonimato, um dirigente do PT relatou que, em meio ao encontro da executiva nacional, Lula deu uma “injeção de ânimo” na direção do partido. Em um pronunciamento de 25 minutos a portas fechadas, o ex-presidente disse que é hora de o PT demonstrar "carinho" com Vaccari Neto.
 Segundo esse integrante da direção petista, Lula também teria dito aos colegas de legenda que as denúncias que envolvem a Operação Lava Jato têm de ser apuradas antes de se atribui qualquer responsabilidade ao secretário de Finanças do PT. Na visão de Lula, não há provas do envolvimento de Vaccari com as denúncias de corrupção. 
Um diretor do PT ouvido pelo G1 afirmou ainda, no encontro, Lula olhou para Vaccari e disse diante dos demais dirigentes petistas: "não tenho dúvidas sobre você". 
"Não tolero que tenham cometido erros, quem cometeu, tem de pagar, mas não tenho dúvida sobre você", teria dito Lula a Vaccari, segundo dirigentes que participaram da reunião.
Filipe Matoso e Thais PimentelDo G1 MG