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terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Farmacêuticos podem orientar pacientes para evitar automedicação

Comprar remédio sem prescrição médica é comum no Brasil. 

 Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, quase 60 mil casos de internações por automedicação foram registrados no país. Hoje (20) é comemorado do Dia do Farmacêutico, profissional que tem, entre outras atribuições, controlar a automedicação.
Segundo o presidente do Conselho Federal de Farmácia, Walter da Silva Jorge, o paciente deve sempre procurar um farmacêutico para se certificar do remédio que está levando, caso não precise de receita.

A automedicação pode trazer consequências graves à saúde, como reações alérgicas e dependência. Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, o hábito pode aumentar a resistência de microorganismos e inibir a eficácia dos remédios.
A contadora Marcela Monte, de 33 anos, admite: compra remédios sem antes passar no médico. “Para dor de cabeça, gripe, resfriados eu mesmo compro por minha conta o que acho que tem melhor efeito em meu organismo. Só vou ao médico em casos mais graves ou com as crianças”.
Mãe de duas filhas, ela sabe que a prática é um erro. “Não sofri nenhum efeito colateral e melhorei o que estava sentindo, então considero que não fez mal. Mas não fico trocando de medicamento, comprando qualquer que ouço falar”, garante.
“O farmacêutico está perfeitamente amparado, respaldado, para prescrever medicamentos que não exijam receita médica. O paciente que chegar à farmácia deve consultar o farmacêutico, que se intera do problema. Se for um transtorno menor - diarreia, dor de cabeça, quadro febril - o farmacêutico pode indicar medicamento que não exige prescrição médica. Se for mais grave, é papel dele encaminhar esse paciente para um médico”, afirma Walter da Silva Jorge.
Segundo ele, é função do farmacêutico orientar o paciente para o uso correto do medicamento e verificar o quadro de saúde, como medir pressão arterial, febre ou teste de glicose. Silva diz ainda que o profissional pode ser punido caso venda sem receita remédios que necessitem de prescrição médica.
“Essa é uma situação de responsabilidade profissional. Identificado o fato, há um processo a ser seguido, com direito a defesa, tudo que um processo ético exige. Ele pode sofrer uma advertência pública, suspensão do exercício profissional e até cassação do diploma e pagamento de multa”, informa.
A Agência Brasil procurou o Conselho Federal de Medicina a fim de repercutir a informação a declaração de Walter da Silva Jorge de que farmacêuticos podem prescrever medicamentos não tarjados, mas não obteve resposta.
Da Agência Brasil Edição: Jorge Wamburg