Seguidores

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Joaquim Barbosa chama propaganda eleitoral de ‘excrescência’


Ex-presidente do STF cita artigo de Roberto DaMatta
 
 
De volta da Argentina, onde passou um período estudando espanhol e conhecendo o país, o ex-ministro Joaquim Barbosa retornou ao debate político da disputa eleitoral, pedindo a redução da propaganda política no rádio e TV, que chamou de “excrescência”. Em sua página no Twitter @joaquimboficial , o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) citou no último dia 10 de setembro o artigo "Candidatos, pedintes e profetas", de Roberto DaMatta , em que o antropólogo faz duras criticas ao vale-tudo dos candidatos para seduzir o eleitor em busca do voto.
“Pego carona no artigo do Damatta e conclamo nossas autoridades a reduzir drasticamente essa excrescência chamada propaganda eleitoral”, escreveu Barbosa na sua volta ao Twitter na última quarta-feira.
No primeiro post, Joaquim Barbosa diz que recomenda “vivamente” a leitura do artigo de Roberto Damatta, publicado nos jornais “O GLOBO” e “Estado de São Paulo”, também na quarta-feira.
Em um dos trechos, DaMatta diz: “Exatamente como num desfile carnavalesco no qual os pobres surgem magicamente fantasiados de felicidade, a fase pré-eleitoral faz o arrogante virar humilde; o insincero tornar-se um marco de honestidade e — pasmemos todos! — os que jamais fizeram coisa alguma a prometer uma enorme competência num novo governo ou num governo novo!”

O antropólogo conclui seu artigo dizendo que a ausência de valores e a política como um campo no qual os fins justificam brutal e abertamente os meios, inventa um tempo patético e arriscado.

“A palavra final não está mais com o governante, mas com o eleitor. Com a opinião pública que o neofascismo nacional sempre odiou, porque ela cria novos fatos para quem, no poder, pensa que não está sujeito a nenhuma circunstância.Subitamente, vejam que enrascada, a democracia no seu implacável trabalho de igualar, desequilibrar e limitar, mostra que o papel que ocupávamos não é nosso, mas pertence a esse povão que governamos e que aceita e acredita em (quase) tudo”.
Por: O Globo