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sábado, 16 de novembro de 2013

Mensalão

Lula telefona a Dirceu e Genoino e diz 'estamos juntos'

zé Dirceu
Ex-presidente estava em chácara no interior ; condenados pelo mensalão passaram noite na sede da PF em São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou na sexta-feira (15) para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e para o ex-presidente do PT José Genoino logo após saber da expedição dos mandados de prisão contra os dois. "Estamos juntos", disse aos antigos companheiros.

Apesar de manifestar solidariedade, Lula acertou com a presidente Dilma Rousseff uma estratégia para não prolongar o desgaste. Em vigor desde o ano passado no Palácio do Planalto, a lei do silêncio sobre os desdobramentos do mensalão será mantida, sob o argumento de que decisão judicial é para ser cumprida. "Temos um acordo de não falar sobre esse assunto", disse o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral).

Lula passou o feriado em sua chácara, no interior paulista, e foi de lá que ligou para Dirceu e Genoino.
O ex-presidente do PT e o ex-ministro da Casa Civil se entregaram à sede da Polícia Federal em São Paulo na sexta-feira (15), pouco após a expedição dos mandados de prisão pelo relator do processo, Joaquim Barbosa.
Os dois passaram a noite na carceragem da PF, localizada no terceiro andar do prédio. Por volta das 8h, foi servido café da manhã aos condenados, com pão com manteiga, café e frutas.

Todos os réus que se entregaram à Polícia Federal serão transferidos para Brasília, onde passarão por exame de corpo de delito e ficarão sob custódia da PF.

Em seguida, o juiz de execuções penais deverá expedir o documento para que cada um cumpra sua respectiva pena de prisão, respeitando-se o tipo de regime (fechado, semiaberto, aberto), o Estado de origem do réu e a comarca.
Dirceu, condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por envolvimento no mensalão, divulgou na sexta uma "carta aberta ao povo brasileiro", em que diz que é inocente e que foi condenado sem provas. Genoino também divulgou nota, reiterou ser inocente e disse considerar-se um "preso político".
Com Agência Estado e reportagem de Vitor Sorano, iG São Paulo