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sexta-feira, 8 de março de 2013

Aumentaram denúncias de violência contra a mulher

Pro Paz assinou uma parceria com operadora de celular para lançar campanha

  número de ocorrências registradas contra a mulher aumentou em Belém em 2012, o que significa que elas estão denunciando mais a violência doméstica. A constatação é da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (8) pela Segup (Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social) sobre o balanço de ocorrências policiais registradas na Delegacia de Atendimento à Mulher da capital paraense. Na oportunidade, o Pro Paz assinou uma parceria com a operadora Vivo, que vai enviar 200 mil torpedos aos clientes divulgando uma campanha de combate à exploração e violência contra a mulher por meio do Disque 100.

De acordo com os números, divulgados pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) durante a coletiva, no comparativo entre 2011 e 2012, o número de ocorrências registradas na Delegacia da Mulher teve uma redução de 1,77%. Em 2011 foram registradas 6.319, enquanto que em 2012 foram registradas 6.207. Os crimes de lesão corporal e ameaça em 2011 chegaram a 1.117 casos, já em 2012 foram 2.142, ou seja, houve um aumento de 1,18%. 'Esses números devem ser vistos com muito cuidado. O Estado vem criando diversas políticas públicas para combater esse tipo de violência para que as mulheres possam denunciar mais. Quando o número da violência cai, nós ficamos felizes. Por exemplo, quando vemos que o número de empregos aumenta para as mulheres isso demonstra que temos conseguido boas respostas dos investimentos', explica Luís Fernandes, titular da Segup.


A pesquisa também mostrou uma redução de 57,14% nos casos de homicídios contra a mulher em Belém. Em 2011 foram sete casos registrados, enquanto que no ano passado foram somente 3. Segundo Roberto Sena, supervisor técnico do Dieese, os mês de fevereiro, por causa do Carnaval, foi o mais violento, com 20 casos registrados em 2011 e 41 em 2012, um aumento de 105%. 'Por ser um mês festivo em que as pessoas bebem mais, isso acaba acontecendo', explica. O número de prisões pela Lei Maria da Penha também aumentou 15,55% entre 2011 e 2012.

Na coletiva, o Dieese também mostrou os números do emprego formal no Pará em relação às mulheres no ano passado. Pelo menos 100 mil mulheres entraram no mercado de trabalho formal na região Norte. No Pará foram 14.233, sendo absorvidas principalmente pelo setor de comércio (40.875), construção civil (6.051) e serviços. Quanto ao nível de escolaridade, 60% têm o ensino médio completo e 9,04% o superior completo. 'O Pará continua sendo o campeão na geração de empregos, a educação pode ser o grande libertador para essas mulheres, mas a renda ainda continua sendo muito baixa', explica.
Para Isabela Jatene, coordenadora do Pro Paz, os números refletem os investimento realizados pelo Governo no sentido de diminuir os índices de violência. 'Já fizemos muito, mas ainda precisamos expandir a rede de atendimento para essas mulheres, principalmente no interior do Estado. É fundamental que possam atingir esses municípios', explica. Atualmente, o Pro Paz conta com 12 unidades integradas de atentimento à mulher no Estado. Outras 72 unidades estão em construção.

Os municípios de Santarém e Bragança já estão com as unidades funcionando. No segundo semestre devem ser construídas unidades em Paragominas, Tucuruí e Altamira. Também no segundo semestre as unidades de Belém, Marabá, Castanhal e Breves serão recuperadas. Ainda durante a coletiva, o Pro Paz e a Vivo assinaram um acordo para campanha de combate à exploração e violência contra a mulher por meio do Disque 100.

A operadora vai enviar 200 mil torpedos aos clientes divulgando a ação. 'O SMS é simples de receber e encaminhar. Tenho certeza de que vamos conseguir mobilizar as pessoas em nome dessa causa tão justa', enfatizou Vinicius Galo, Gerente Regional Norte da Vivo.

Redação Portal ORM
Fotos: Bruno Magno (Portal ORM)