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segunda-feira, 21 de maio de 2012

Meio Ambiente

Não vai faltar gelo
degelo
Foto/Degelo nos pólos, Andes e Himalaia
O mais notável fiasco do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), a conferência da ONU realizada em 2007, foi a inclusão em seu relatório final da previsão de que, em decorrência do aquecimento global, os glaciares do Himalaia poderiam desaparecer até 2035. O derretimento teria consequências catastróficas para 1,3 bilhão de pessoas que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas mais altas do mundo. Demorou três anos para que os próprios cientistas que compõem o Painel admitissem que a previsão se baseava em dados manipulados, sem o menor fundamento científico. Só na semana passada, decorridos mais dois anos, dois estudos começaram a estabelecer o que está acontecendo nas montanhas. A realidade é que, em lugar de o degelo estar ocorrendo de forma acelerada, em algumas partes do Himalaia as geleiras estão até ganhando volume.
O primeiro estudo, da Universidade de Zurique, na Suíça, publicado na revista Science, revisou dezenas de pesquisas. Concluiu que a maior parte dos glaciares da cordilheira do Himalaia (que abriga o Monte Everest, o pico mais alto do mundo, com 8 844 metros) sofreu reduções de volume desde meados do século XIX. Mas o ritmo ainda ocorre de forma mais lenta que nos demais glaciares do mundo. Mais ainda, em alguns deles, especialmente naqueles localizados nas Karakoram (montanhas que reúnem a maior quantidade de picos acima de 7 000 metros, entre eles o K2, com 8 611 metros), a tendência é exatamente oposta. Entre 2001 e 2006, 58% dos glaciares de Karakoram ganharam massa ou permaneceram estáveis. Continue lendo AQUI